quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Grávida pode viajar de avião?

Estava com uma viagem marcada antes mesmo de descobrir a gravidez. Quando soube pensei logo que teria que remarcar a viagem, mas consultei a médica. Ela falou que não tinha problemas então eu fui.
Pensando no conforto das possíveis mamães leitoras que passarão por isso, resolvi contar como foi a experiência.
Primeiro a ida...
Fui saindo de João Pessoa porque procurei o menor valor. Mas sugiro que, mesmo que pague mais caro, escolham o vôo que sai do aeroporto mais próximo. O mais cômodo é sempre melhor.
Pois bem, fui de ônibus até João Pessoa para de lá pegar o vôo.
A viagem foi razoavelmente tranquila, o problema é que o espaço entre as cadeiras era mínimo e o acolchoado da poltrona era quase zero. Ou seja, sem espaço para mexer as pernas e a coluna encostada praticamente em uma tábua. Por falar em coluna, senti muito incômodo na ida, dores fortes e não encontrava uma posição confortável. E para ir ao banheiro era uma novela, todo mundo ter que se levantar pra eu poder sair e no aperto. Por isso melhot  que procure as melhores companhias e se necessário compre a poltrona com espaço a mais.
Leve sempre um lanchinho na bolsa. Algumas companhias servem apenas água.
A volta....
Diferente da ida, na volta peguei uma aeronave super confortável, acolchoada e com mais espaço. O valor foi o mesmo, a companhia foi a mesma, mas a aeronave era melhor. Vai entender neh?
Como voltei para João Pessoa, tive que pegar ônibus para voltar também. Então de onde eu estava ao aeroporto, do aeroporto até João Pessoa e de João Pessoa até Campina Grande foram 12 horas. Somando o tempo que passamos em um congestionamento de 8km na Br. Dutra e o atraso do vôo que foi cerca de duas horas. Eu não estava planejando engravidar até a data da viagem, mas graças a Deus coincidiu que caiu no fim do 3° mês e início do 4° , quando os incômodos já haviam passado. Nem consigo imaginar como aguentaria 12h de viagem na ida e 12 na volta com os enjôos, cólicas  e incômodos dos primeiros meses.
Cheguei tonta, zonzinha, de tanto "andar" de carro, avião e ônibus. Por isso, a noite foi difícil dormir.
Com relação a enjôos e dores, fora a coluna, não senti mais nada.
Minha sugestão é que quem decidir viajar grávida escolha trechos curtos e mais cômodos.
E se você for daquelas pessoas que tem medo ou se assusta com qualquer coisa, melhor não arriscar. Turbulências são normais de acontecerem, mesmo que sejam leves e rápidas. Você corre o risco de ter a pressão elevada ou baixa, ou acontecer alguma coisa com o bebê por causa do nervosismo. Eu não passei por turbulência, mas não tenho muito medo dessas coisas.

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