terça-feira, 30 de setembro de 2014

Diário de uma (quase) mãe a sua espera

Campina Grande, 17 de junho de 2014

Boa noite meu bem. 
Hoje é dia 17 de junho de 2014 e eu resolvi começar a escrever pra você. Tantos sites e dicas de mães que aconselham para as grávidas a fazerem um diário e registrarem tudo o que acontece com elas, que eu decidi começar esse diário.
Eu nunca me imaginei como mãe, nunca achei que eu fosse capaz de conseguir criar uma criança, ter tempo, cuidado, dedicação, força e tudo que uma mãe precisa ter. Mas acontece que sem planejar eu senti uma sensação inexplicável no último mês, foram 10 dias de atraso menstrual onde suspeitamos que você estaria a caminho, vários sentimentos me envolveram nesse momento, dúvida, medo, mas o maior deles foi o amor repentino e transbordante que eu comecei a sentir, o nosso cuidado dentro desses poucos dias foram os maiores possível e a expectativa também. Finalmente no 11º descobrimos a verdade, ainda não havia chegado a hora. Fiz várias pesquisas sobre gravidez e resolvi escrever esse diário, inspirado no blog “cartas para Helena”. Quero ler pra você, ou quem sabe você ler quando crescer e saber o quanto foi desejado(a) e amada mesmo antes de existir, mesmo que você só venha daqui há um ano ou um mês.
  Seu pai te desejou tanto, se dependesse dele você já tinha nascido há muito tempo. Eu resolvi preparar tudo para te acolher de forma bem confortável e por isso esperei, e o forcei a esperar até agora. Ainda não conseguimos finalizar nossa casa, arrumar seu quartinho, comprar um carro para poder passear contigo, mas se você chegar agora eu sei que todas essas bênçãos virão junto contigo, porque nosso Deus te ama desde antes de você nascer e Ele sabe o tempo certo de todas as coisas.
  Mais um mês que estou com o fluxo atrasado, dessa vez menos nervosa, mas não paro de pensar que pode ser você, mesmo sem planejar, tentando evitar mas desejando que seja verdade, que seja a hora...
  Você faz nascer um sentimento tão lindo, mesmo sem ainda existir, que me fez até despertar a vontade de voltar a escrever. Quando era criança eu escrevia cartas para as tias do colégio, para as amiguinhas, para meu pai que mora longe e até a adolescência eu escrevia poesias, pensamentos e cartas. Com as responsabilidades, veio a falta de tempo (um parêntese aqui para te dizer, filhinho (a) não tenha pressa de crescer, viva cada fase com as suas peculiaridades, porque as vezes crescer dói e quando você olha pra trás vê que nada volta, a vida segue e segue depressa), e assim parei de  escrever o que sinto. Ah! como eu amo isso... E agora estou escrevendo para você, quem diria...

  Hoje vou dormir pensando em você, espero voltar em breve a escrever pra ti.
 Com amor,

Mamãe (Rackel Cardoso)

Um comentário:

  1. Que lindo Kell... Quero acompanhar tudo!!! rsrrs... Deus é bom!!! Já tow amando seu bêbê junto com você!! Amuh tu mamãe linda!!! SUSY SOARES

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