terça-feira, 30 de setembro de 2014

A descoberta

Campina Grande, 27 de setembro de 2014

Três semanas de dores no seio, dores que geralmente toda mulher sente dois ou três dias antes de menstruar, um pouco mais de fome do que antes e começa a desconfiança. Dia 26 de setembro, terceiro dia de atraso e eu resolvi fazer o teste escondida. Dizem que é melhor fazer o teste na primeira urina do dia, mas a ansiosidade não me deixou esperar, era final de tarde. Fui na farmácia e esperei Evandro (papai) sair de casa para fazer o teste. E enfim o resultado: Duas listrinhas = Positivo.



Saí correndo pra uma loja para comprar qualquer coisa e dar de presente ao papai quando chegasse em casa, para fazer a tão sonhada surpresa que ele esperava. Filmei tudo.
Não sabia nem o que pensar, nem o que sentir, era tão bom que nem parecia real.
Combinamos então de não dizer a ninguém até fazer o teste de sangue para ter certeza absoluta da sua chegada, mas já estávamos contagiados com essa alegria e amor inexplicáveis.
No outro dia, pela manhã, fomos fazer o teste de sangue e preparamos tudo para contar a família. Resolvemos fazer a mesma surpresa para todos e filmar as reações. (Infelizmente não deu para gravar contando a todos).




Quando você crescer meu amor, eu sei que vai adorar assistir isso, ter certeza que todos se alegraram com sua chegada.





Publicamos então a notícia no Facebook e avisamos aos que estavam mais distante por SMS e telefonemas, desde então são muitas as felicitações e os desejos de que você venha ao mundo com saúde. Você foi bem recebido e já era muito esperado por todos.
Ainda parece mentira. Mas me alegro demais em saber que você é fruto de um amor puro e inexplicável que nasceu há 8 anos e hoje consolida mais uma etapa nessa relação, aumentando nossa família.
Filho(a) você me traz uma paz tão grande, me faz cuidar de mim com todos os detalhes guardando a sua vida que agora eu tenho a missão de proteger.
Filhos são heranças do Senhor. E nós somos gratos a Deus por Ele ter nos abençoado com sua vida.



Um beijo: Mamãe (Rackel Cardoso)

Diário de uma (quase) mãe a sua espera

Campina Grande, 17 de junho de 2014

Boa noite meu bem. 
Hoje é dia 17 de junho de 2014 e eu resolvi começar a escrever pra você. Tantos sites e dicas de mães que aconselham para as grávidas a fazerem um diário e registrarem tudo o que acontece com elas, que eu decidi começar esse diário.
Eu nunca me imaginei como mãe, nunca achei que eu fosse capaz de conseguir criar uma criança, ter tempo, cuidado, dedicação, força e tudo que uma mãe precisa ter. Mas acontece que sem planejar eu senti uma sensação inexplicável no último mês, foram 10 dias de atraso menstrual onde suspeitamos que você estaria a caminho, vários sentimentos me envolveram nesse momento, dúvida, medo, mas o maior deles foi o amor repentino e transbordante que eu comecei a sentir, o nosso cuidado dentro desses poucos dias foram os maiores possível e a expectativa também. Finalmente no 11º descobrimos a verdade, ainda não havia chegado a hora. Fiz várias pesquisas sobre gravidez e resolvi escrever esse diário, inspirado no blog “cartas para Helena”. Quero ler pra você, ou quem sabe você ler quando crescer e saber o quanto foi desejado(a) e amada mesmo antes de existir, mesmo que você só venha daqui há um ano ou um mês.
  Seu pai te desejou tanto, se dependesse dele você já tinha nascido há muito tempo. Eu resolvi preparar tudo para te acolher de forma bem confortável e por isso esperei, e o forcei a esperar até agora. Ainda não conseguimos finalizar nossa casa, arrumar seu quartinho, comprar um carro para poder passear contigo, mas se você chegar agora eu sei que todas essas bênçãos virão junto contigo, porque nosso Deus te ama desde antes de você nascer e Ele sabe o tempo certo de todas as coisas.
  Mais um mês que estou com o fluxo atrasado, dessa vez menos nervosa, mas não paro de pensar que pode ser você, mesmo sem planejar, tentando evitar mas desejando que seja verdade, que seja a hora...
  Você faz nascer um sentimento tão lindo, mesmo sem ainda existir, que me fez até despertar a vontade de voltar a escrever. Quando era criança eu escrevia cartas para as tias do colégio, para as amiguinhas, para meu pai que mora longe e até a adolescência eu escrevia poesias, pensamentos e cartas. Com as responsabilidades, veio a falta de tempo (um parêntese aqui para te dizer, filhinho (a) não tenha pressa de crescer, viva cada fase com as suas peculiaridades, porque as vezes crescer dói e quando você olha pra trás vê que nada volta, a vida segue e segue depressa), e assim parei de  escrever o que sinto. Ah! como eu amo isso... E agora estou escrevendo para você, quem diria...

  Hoje vou dormir pensando em você, espero voltar em breve a escrever pra ti.
 Com amor,

Mamãe (Rackel Cardoso)